Chamadas de Propostas

Chamada FAPESP/Global Alliance for Chronic Disease – GACD: “Fatores de Risco Comum em Idades Vulneráveis (Adolescentes e Jovens Adultos)”

Guidelines para pesquisadores do estado de São Paulo


Sumário

Data-limite para encaminhar consulta de elegibilidade:

Até 15 de março de 2022

Data-limite para encaminhar proposta completa:

Até 31 de maio de 2022

Anúncio dos resultados:

Dezembro de 2022

Modalidade de Apoio:

Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático

Duração máxima do projeto:

De 48 a 60 meses

Elegibilidade:

Uma consulta preliminar dos Pesquisadores Responsáveis pela equipe de São Paulo é obrigatória e deverá ser submetida via SAGe. Se aplicam as condições de elegibilidade usuais para a modalidade disponibilizada.

Submissão:

• Pesquisadores Responsáveis da equipe de São Paulo deverão submeter a proposta à FAPESP, via SAGe.
• Pesquisadores parceiros estrangeiros (se houver) deverão submeter a proposta conjunta à agência de financiamento de seu país (verificar o item Agency Specific Information neste link)

Contato na FAPESP:

Ana Paula Yokosawa – chamada-gacd@fapesp.br


IMPORTANTE: Essas são diretrizes resumidas para pesquisadores do estado de São Paulo. A chamada completa está disponível em https://www.gacd.org/funding/current-call-for-applications/common-risk-factors. Todos os requerimentos destas diretrizes e da chamada completa serão aplicados.

1. Introdução

A chamada de propostas FAPESP/Aliança Global para Doenças Crônicas (GACD) tem por objetivo financiar propostas de pesquisa de implementação, que adotem uma abordagem de curso de vida, para reduzir os riscos de doenças não transmissíveis (DNTs) em países de baixa e média renda (LMICs, em inglês) e/ou em populações desfavorecidas em países de alta renda (HICs, em inglês).

Para este edital a FAPESP aceitará propostas voltadas para adolescentes (idades entre 10-19 anos) e jovens adultos (15-24 anos) (1).

As DNTs crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, doenças neurológicas, doenças respiratórias, certos tipos de câncer e transtornos de saúde mental são a principal causa de morbidade e mortalidade, tanto em LMICs quanto em HICs (3). A pandemia de COVID-19 destacou ainda mais a gravidade das DNTs, já que a maioria daqueles que tiveram doenças graves ou morreram durante a pandemia apresentavam uma ou mais DNTs subjacentes (4). Reduzir a carga das DNTs é, portanto, fundamental para a construção de sociedades mais resilientes, equitativas e saudáveis.

A Organização Mundial da Saúde reconhece a importância de adotar uma abordagem ao longo do curso de vida como uma estrutura conceitual ao explorar os riscos físicos e sociais que podem impactar a saúde (5-7). Uma abordagem ao longo da vida para as DNTs pode minimizar o impacto da exposição a fatores de risco conhecidos, do início da vida até o início da vida adulta, e aumentar a probabilidade de uma boa saúde em idades mais avançadas e, potencialmente, na próxima geração.

Uma série de intervenções em mudanças comportamentais, bem como aquelas que aumentam o potencial de promoção da saúde dos ambientes, são eficazes na redução, retardamento ou prevenção do risco de aparecimento de DNTs, ou da progressão de DNT existente. No entanto, faltam pesquisas sobre como integrar essas intervenções nas comunidades e nos sistemas de saúde e/ou como direcionar essas intervenções para estágios específicos da vida, especialmente nos países de baixa renda e outras populações desfavorecidas. Os candidatos a este edital são convidados a enfrentar este desafio.

2. Pesquisa de Implementação

A pesquisa de implementação é o estudo de estratégias para tornar intervenções baseadas em evidências bem-sucedidas em contextos do mundo real. A pesquisa de implementação é uma disciplina relativamente jovem e a GACD está empenhada em aumentar a capacidade de pesquisa neste campo entre pesquisadores, profissionais de saúde e líderes de saúde pública por meio da construção de habilidades, compartilhamento de conhecimento e networking. Para obter mais informações sobre a pesquisa de implementação, incluindo links para a elaboração de uma proposta excelente, visite o e-Hub do GACD. Exemplos de projetos de pesquisa de implementação financiados anteriormente pela GACD podem ser encontrados aqui. Os estudos de caso que ilustram o impacto dos projetos financiados pela GACD que já foram encerrados (ou seja, aqueles financiados na chamada inaugural de hipertensão da GACD) estão disponíveis aqui.

O objetivo desta chamada é financiar pesquisas de implementação (8) focadas em intervenções que reduzam fatores de risco comuns de DNTs em adolescentes e jovens adultos, a fim de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas número 3.4 (“reduzir a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis em um terço até 2030”) (2). Para isso, é necessário identificar, adaptar e ampliar a implementação das melhores estratégias para prevenir e controlar as DNTs nos países de LMIC e entre as populações em condições de vulnerabilidade nos HICs. As intervenções devem satisfazer as condições e os requisitos do contexto local do sistema de saúde e social, bem como abordar quaisquer outros fatores contextuais identificados como possíveis barreiras.

3. A equipe de pesquisa

Nesta Chamada não é obrigatória a participação de um pesquisador estrangeiro na proposta. Contudo, é desejável que o pesquisador do estado de São Paulo inclua pesquisadores internacionais na proposta ou demonstre sólida colaboração com grupos no exterior. Os financiadores da GACD incentivam explicitamente propostas que envolvam membros de equipes de mais de um país membro do GACD e apoiarão propostas bem-sucedidas por meio do co-financiamento entre as agências de financiamento. Os candidatos deverão preencher os critérios de elegibilidade e condições de financiamento específicas de cada agência.

Além disso, também é encorajada (mas não é obrigatória) a formação de equipes multidisciplinares. Para identificar potenciais parceiros colaboradores internacionais, acesse a ferramenta Find a Collaborator tool, disponibilizada pela GACD.

Para identificar possíveis pesquisadores colaboradores dentro do estado de São Paulo, acesse a Biblioteca Virtual da FAPESP.

4. Engajamento de Stakeholders

Para que as evidências da pesquisa de implementação tenham uma alta probabilidade de ser adotadas e ampliar o número de intervenções eficazes, é vital que as equipes de projeto envolvam stakeholders (partes interessadas) que possam ajudar a sustentar a implementação do projeto, facilitar o aumento de escala e usar o conhecimento gerado pelo projeto após o término do auxílio. Exemplos de stakeholders apropriados são tomadores de decisão, desenvolvedores de políticas públicas, órgãos governamentais e líderes de organizações não-governamentais. A gama de stakeholders também inclui usuários finais e beneficiários diretos da pesquisa, como grupos de jovens, pacientes e seus cuidadores.

Os stakeholders devem estar envolvidos em todas as fases do projeto de pesquisa, da concepção das questões de pesquisa até a fase de tradução do conhecimento. Mais informações sobre o envolvimento de stakeholders, incluindo links para recursos para planejar esse envolvimento, podem ser encontradas na página da GACD na web.

5. Modalidade de Apoio na FAPESP

Na FAPESP, as propostas submetidas nesta chamada deverão seguir as normas e orientações da modalidade Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático – incluindo as normas relacionadas à elegibilidade.

Esta modalidade pode financiar projetos de 48 a 60 meses. A solicitação pode incluir materiais permanentes, materiais de consumo, serviços de terceiros, despesas de viagem e as seguintes modalidades de bolsas: Iniciação Científica, Doutorado Direto, Pós-Doutorado, Jornalismo Científico, Ensino Público, Treinamento Técnico e Participação em Curso. Para mais detalhes, ver as normas da modalidade no link acima.

6. Elegibilidade e Submissão de Propostas

Os requisitos, compromissos e restrições para os pesquisadores proponentes estão descritos em www.fapesp.br/tematico. Esta descrição inclui as condições e restrições sobre a simultaneidade de auxílios vigentes ou em análise na FAPESP.

6.1. Elegibilidade

Pesquisadores do estado de São Paulo interessados em submeter propostas a esta Chamada devem, obrigatoriamente, consultar a FAPESP a respeito da sua elegibilidade antes de iniciar a elaboração do projeto conjunto.

As consultas de elegibilidade devem ser enviadas exclusivamente através do Sistema SAGe, através do Menu Nova Proposta Inicial > Chamadas vigentes > GACD – Temático > Adolescentes e Jovens Adultos (2021). As seguintes informações devem ser fornecidas, anexando os documentos apropriados onde indicado:

a) Título e sumário do projeto, indicando a duração da proposta a ser submetida;

b) Súmula Curricular do Pesquisador do Estado de São Paulo (conforme descrito em https://fapesp.br/en/6351);

c) Caso haja auxílios vigentes ou em análise na FAPESP, listar todos, justificando a potencial simultaneidade;

d) Caso haja Pesquisadores Responsáveis estrangeiros, incluir nesta consulta os seus nomes e de suas respectivas Instituições de vínculo;

e) Tempo estimado de dedicação ao projeto pelo Pesquisador do Estado de SP (horas/semana).

Neste momento não há a necessidade de apresentação de 3 orçamentos para itens de material permanente solicitados cujo valor supere dez salários mínimos. Pequenos ajustes no orçamento apresentado neste momento poderão ser realizados na submissão da proposta completa.

6.2. Submissão de Propostas Completas

Pesquisadores considerados elegíveis para a chamada receberão, via diligência no SAGe, instruções para submissão da proposta completa. A proposta completa deverá ser submetida até 31 de maio de 2022.

Todos os documentos obrigatórios solicitados pelo SAGe devem ser enviados no momento da submissão da proposta completa.

Consultas de elegibilidade serão respondidas em até 20 dias. Considerando o referido prazo, bem como o prazo final de submissão da chamada (31 de maio de 2022), qualquer consulta enviada após o dia 15 de março de 2022 será devolvida (incluindo reconsiderações).

Pesquisadores considerados inelegíveis terão suas propostas denegadas, podendo enviar reconsideração da decisão de elegibilidade até 15 de março de 2022.

Nenhuma proposta será aceita após a data limite para a submissão (31 de maio de 2022), nem qualquer adendo ou explicação a não ser aqueles explicitamente e formalmente solicitados pela FAPESP.

7. Outras informações importantes

• Estas são diretrizes resumidas para pesquisadores do estado de São Paulo. A chamada completa está disponível em https://www.gacd.org/funding/current-call-for-applications/common-risk-factors. Todos os requerimentos destas diretrizes e da chamada completa serão aplicados.

• Em caso de parceria internacional, cada proposta deverá ser submetida à FAPESP pelo pesquisador no estado de São Paulo e pelo pesquisador estrangeiro parceiro à agência de financiamento de seu respectivo país.

• A FAPESP financiará até 3 propostas, no valor máximo de R$1.500.000,00 por proposta, de 48 a 60 meses, incluindo itens orçamentários financiáveis e Reservas Técnicas aplicáveis (www.fapesp.br/rt e www.fapesp.br/13853/reserva-tecnica-para-infraestrutura-institucional-de-pesquisa).

• Considerando que há montante definido na Chamada e que esses recursos serão alocados na concessão inicial das propostas aprovadas, não serão concedidos aditivos financeiros para esses projetos – exceto para participação de dois membros da equipe de pesquisa nas Reuniões Científicas Anuais organizadas pela GACD, para intercâmbio de resultados e informações entre os projetos participantes;

• Todas as questões relacionadas à presente Chamada de Propostas devem ser enviadas para Ana Paula Yokosawa, E-mail: chamada-gacd@fapesp.br.

8. Cronograma

Lançamento da Chamada

03 de dezembro de 2021

Evento FAPESP – explicação da Chamada

15 de fevereiro de 2022

Análise de Elegibilidade

Até 15 de março de 2022

Submissão das propostas completas

Até 31 de maio de 2022

Anúncio dos resultados

Dezembro de 2022

Referências

1. WHO. Recognizing Adolescence. https://apps.who.int/adolescent/second-decade/section2/page1/recognizing-adolescence.html accessed 22 October 2020.

2. UN General Assembly. 2015. Transforming our world: the 2030 Agenda for Sustainable Development. https://www.refworld.org/docid/57b6e3e44 accessed 13 May 2021.

3. WHO. Noncommunicable Diseases. 2021. https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/noncommunicable-diseases. accessed 4 August 2021.

4. Katzmarzyk P, Salbaum M, Heymsfield S. Obesity, non-communicable diseases, and COVID-19: a perfect storm. Journal of Human Biology. 2020, 32(5).

5. Jacob, C.M., Baird, J., Barker, M., Cooper, C., Hanson, M. The importance of a life course approach to health: chronic disease risk from preconcept through adolescence and adulthood. WHO White Paper. 2017. https://www.who.int/life-course/publications/life-course-approach-to-health.pdf. accessed 11 May 2021.

6. Mikkelsen, B. Life course approach to prevention and control of non-communicable diseases. BMJ. 2019,365:Suppl1.

7. International Longevity Centre – UK and the World Health Organization. A lifecourse approach to health. 2000. https://www.who.int/ageing/publications/lifecourse/alc_lifecourse_training_en.pdf. accessed 19 October 2021.

8. Eccles M and Mittman B. Welcome to implementation science. Implement Sci. 2006,1(1). Implement Sci. 2006; 1: 1.

9. World Health Organization and World Economic Forum. From burden to “Best Buys”: reducing the economic impact of non-communicable diseases in low- and middle-income countries. 2011. https://www.who.int/nmh/publications/best_buys_summary.pdf. accessed 19 October 2021.

10. Lane-Fall, M., Curran, G., Bedias, R. Scoping implementation science for the beginner: locating yourself on the “subway lin” of translational research. BMC Medical Research Methodology. 2019, 19(133).

11. World Health Organization. Incorporating intersectional gender analysis into research on infectious diseases of poverty: a toolkit for researchers. 2020. Incorporating Intersectional Gender Analysis into Research on Infectious Diseases of Poverty (tdr-intersectional-gender-toolkit.org). accessed 18 October 2021.

12. Proctor E, Silmere H, Raghavan R, et al. Outcomes for implementation research: conceptual distinctions, measurement challenges, and research agenda. Adm Policy Ment. Health. 2011;38(2):65-76.